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Alimentação e boa saúde

Sexta, 18 Março 2011 16:02 Actualizado em Sábado, 30 Abril 2011 10:57 Escrito por Administrator


É muito fácil conciliar a alimentação e a boa saúde. Para isso basta seguir algumas regras simples ao escolher, combinar e cozinhar alimentos, satisfazendo na medida certa as necessidades nutricionais ao longo da vida.

A alimentação saudável é uma forma racional de comer que assegura variedade, equilíbrio e quantidade justa de alimentos escolhidos, pela sua quantidade nutricional e submetidos a benéficas manipulações culinárias.

A maioria dos portugueses, tal como as populações de países ricos, e uma boa parte das populações de países em desenvolvimento, come mal, prejudicando o seu bem-estar e o estado de saúde do país. Alguns sectores, sobretudo nos meios urbanos, mostram-se particularmente vulneráveis, para o que contribui a desorganização da vida familiar com impossibilidade de comer em casa, os horários de trabalho desencontrados, a desconexão urbana com a satelitização de dormitórios, os custos elevados de refeições de maior qualidade, a má comida das cantinas e restaurantes, e a pobreza nutricional e gastronómica do pronto a comer.

A convivência da comensalidade é substituída pelo acto solitário de deglutir para matar a fome.

A sociedade de consumo ainda não criou a sua cultura e o cidadão vive momentos trágicos de consumidor desculturado, incapaz de escolher, e permissivo a apelos de venda inadequados para o seu bem-estar.

Recentemente, numerosos estudos científicos têm demonstrado que uma alimentação rica em vitaminas e antioxidantes (vitaminas C, E e carotenóides) está relacionada com uma melhoria da saúde e um menor risco de doenças do coração, aparelho circulatório e de cancro. Além destes antioxidantes, as frutas, hortaliças e diversas plantas aromáticas (alho, cebola, alecrim, alfavaca, coentros, orégãos, tomilho, cominho, endro, cúrcuma, estragão) possuem numerosos elementos fitoquímicos, os quais se tornam importantes, tanto para melhorar a saúde como para prevenir doenças. Os elementos fitoquímicos actuam como antioxidantes, estimulam o sistema imunológico e podem induzir a produção de enzimas protectoras no fígado, assim como evitar a deteriorização do material genético. É sabido que os citrinos, as couves, as frutas e as hortaliças de cor amarela ou alaranjada são particularmente ricas em certos elementos fitoquímicos que protegem contra o cancro. Além disso, a soja é única pelo seu conteúdo em isoflavonas como a genisteína, que inibe a formação de coágulos sanguíneos, reduz o nível de colesterol e protege contra o cancro da próstata e da mama. As frutas, assim como as verduras e hortaliças, são especialmente ricas em potássio, e portanto ajudam a baixar a pressão arterial e reduzem substancialmente o risco de acidentes vasculares cerebrais (trombose e outros). Uma alimentação baseada em vegetais reduz o nível de colesterol no sangue e, portanto, o risco de doenças coronárias. Todos podemos desfrutar de uma melhor saúde e maior qualidade de vida, se basearmos a nossa alimentação nos vegetais.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) assinala que a dieta óptima é aquela que apresenta um baixo conteúdo de gordura e um elevado conteúdo de fibra, que é rica em hidratos de carbono complexos e se caracteriza por um consumo frequente de frutas, verduras e hortaliças, cereais integrais e leguminosas. Esta dieta deve incluir, diariamente, pelo menos 400 gramas de frutas, verduras e hortaliças, e 30 gramas de leguminosas, além de sementes e frutos secos oleaginosos. O comité internacional de Alimentação, Nutrição e Prevenção contra o cancro recomenda seguir uma dieta predominantemente vegetal, com abundante consumo de fruta, verduras e hortaliças, leguminosas e produtos farináceos com o mínimo processamento possível, como grãos, raízes e tubérculos.

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